MINHA MUSA É SERTANEJA
Minha musa é sertaneja
Pois o sou de coração Só se inspira nas belezas Nas belezas do sertão. O meu estro se desfere Ao toque do violão Executando ao luar Ao luar do meu sertão. Quando quero em dias tristes Compor alguma canção Eu passeio nas campinas Nas campinas do sertão. São também as fontes limpas Fontes de imaginação pois é todo ele um poema Um poema do sertão. Poema de lindos versos Que falam ao coração Pois correm santos amores Amores pelo sertão. Lá há tantas criaturas Abrasadas de paixão Para quem é doce a vida Doce a vida do sertão. Mesmo os amores são outros Diferente a afeição Pois predomina a firmeza A firmeza no sertão. É só por isso que eu digo Quando há ocasião Minha musa é bem filha, É bem filha do sertão. Para os que ali nasceram Que doce consolação Meditar na poesia Na poesia do sertão. Quando em noites estreladas Contemplo a imensidão Do espaço, lembro o céu O céu lindo do sertão. E embebido deste modo Em doce contemplação Eu sinto duras saudades Saudades lá do sertão. E então para acalmar A acerba recordação Minha musa é sertaneja
Pois sou filho do sertão

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