Afonso Ligório Bezerra nasceu no dia 9 de junho de 1907, em Carapebas, que depois de elevada a município, recebeu o seu nome. Ele faleceu em Natal, em 1930.
Dentro em breve se tornaria um dos mais atuantes jornalistas potiguares. Colaborou nos jornais "A Imprensa"; "Diário de Natal", órgão da Diocese, "Letras Novas"; "A República"; na revista "Cigara", todas de Natal; "Jornal do Recife", "A Tribuna", "Ilustração", "Maria", "Gazeta Acadêmica", "Diário da Manhã", do Recife; "O Momento", "Pelo Brasil", "Vida Nova", "A Cruz" e "Excelsior", do Rio. No jornalista revelavam-se o crítico literário, o cronista, o historiador e, principalmente, o doutrinador católico.
Em 1928, o jovem Afonso Bezerra ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ano seguinte, matriculou-se como "aluno gratuito", na referida Faculdade, "por ter obtido as melhores aprovações nos exames do primeiro ano". Contraindo tuberculose, teve que regressar a Carapebas, de onde veio para Natal, na esperança de curar-se, e aqui viveu seus últimos dias.
Como escritor, deixou contos sertanejos, na linhagem de Afonso Arinos, alguns destes considerados peças antológicas. Sua obra foi enfeixada em livro, sob o título "Ensaios, Contos e Crônicas" (editora Pongetti, Rio, 1967) graças ao escritor Manoel Rodrigues de Melo.
(Manoel Onofre Júnior in 400 Nomes de Natal - Natal, 2000)
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